quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Dois usos da palavra “igreja”


 “Igreja”, portanto, descreve um grupo de pessoas, não um prédio nem uma organização; este fato é simples e claro. Conforme examinamos o Novo Testamento, porém, começamos a perceber que a palavra é usada de duas formas diferentes:
·         Muitas vezes “igreja” descreve um grupo de cristãos numa determinada localidade (por exemplo, “a igreja em Corinto”, I Co 1:2; “a igreja dos tessalonicenses”, I Ts 1:1, etc). Nestas passagens, e em muitas outras semelhantes, é claro que a palavra descreve um grupo de pessoas que é limitado pela localidade onde vivem; não inclui todos os salvos.
·         Outras vezes, porém, a palavra “igreja” é usada num sentido bem mais amplo. Por exemplo, quando lemos que “Cristo amou a Igreja” (Ef 5:25) não há nenhuma limitação de lugar. Da mesma forma, quando o Senhor disse: “Eu edificarei a Minha Igreja” (Mt 16:18) o contexto deixa claro que Ele referia-se a algo que ultrapassaria as muralhas de Jerusalém.
Podemos chamar estas duas congregações de “a Igreja” e “as igrejas” [veja Nota 2]. A Igreja é aquela assembléia maior que, como veremos adiante, é formada por todos os salvos, em todos os cantos da Terra, durante esta dispensação. As igrejas são assembléias locais, grupos de cristãos que reúnem-se numa determinada localidade.
A diferença entre estes dois usos da palavra “igreja” é bem ilustrada nas duas únicas ocorrências desta palavra nos Evangelhos, ambas em Mateus (16:18 e 18:17).
·         Mateus 16:18. Nesta passagem o Senhor Jesus fala da Sua Igreja, que Ele edificaria. É claro que esta Igreja à qual Ele se refere não era a igreja em Jerusalém, ou a igreja em Corinto, ou a igreja em Pirassununga. O Senhor refere-se a algo bem mais abrangente, a uma Igreja que não poderia ser derrotada nem mesmo pelas forças espirituais do mal (“… as portas do inferno não prevalecerão contra ela.”). Ele não menciona nenhuma localidade; esta Igreja ultrapassa as fronteiras de qualquer país do mundo.
·         Mateus 18:17. Aqui, porém, vemos que o assunto é outro. Se houver um problema entre dois irmãos, diz o Senhor, este problema será, em última instância, levado ao conhecimento da igreja. Agora é claro que, num contexto destes, a palavra “igreja” não pode descrever a mesma entidade universal do cap. 16. Aliás, no v. 20, o Senhor descreve esta igreja: são “dois ou três reunidos em Meu nome”. Esta igreja, portanto, é limitada a um lugar específico.
Das 115 vezes em que ekklesia é usada no NT, 4 vezes a palavra tem um outro significado (veja o ítem C. O que quer dizer “igreja” na Bíblia? acima), 18 vezes refere-se à Igreja desta dispensação, e 93 vezes refere-se a igrejas locais (veja a tabela Ocorrências da palavra “igreja” no NT e seus significados no Apêndice A). Em outras palavras, a vasta maioria das ocorrências da palavra ekklesia refere-se a igrejas locais, e não à Igreja.
Evitaremos muita confusão no estudo da Palavra de Deus se entendermos que a palavra “igreja”, no NT, descreve duas “assembléias” diferentes, e o contexto é que nos ajudará a entender se trata-se da Igreja no sentido dispensacional, ou se trata-se de uma igreja local.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

O que quer dizer igreja na bíblia?


Tiago, por ocasião de uma reunião em Jerusalém, forneceu uma excelente definição para “igreja” (no sentido bíblico da palavra) ao dizer: “Deus visitou os gentios, para tomar deles um povo para o Seu nome” (At 15:14). É isto que “igreja” quer dizer no NT: um povo que Deus está tirando do mundo, para que sejam o Seu povo e tenham o Seu nome. Ekklesiaocorre 115 vezes no NT, mas apenas em quatro destas ocorrências a palavra é usada no seu sentido normal (At 7:38; 19:32, 39 e 41). Em todas as outras 111 vezes a palavra tem este significado especial — não só um povo convocado, mas um povo convocado por Deus, um povo “chamado para fora” do mundo por Ele, separado para o uso exclusivo de Deus; um povo diferente.
O fator importante aqui é que é Deus quem convoca este povo. O significado normal de ekklesia é “um povo convocado”, mas seu sentido bíblico exige que este povo tenha sido convocado por Deus. É este o significado especial que Deus dá à palavra, e é assim que ela é normalmente usada no NT. É por isso que creio que é errado usar a palavra “igreja” para descrever alguma organização humana ou confederação de assembléias mundial (“a Igreja Católica”, ou “a Igreja Presbiteriana”, etc.). Que o povo de Deus está dividido em diversos grupos hoje é inegável; mas é igualmente claro que esta divisão não foi feita por Deus. Nunca foi da Sua vontade que o Seu povo estivesse dividido, e não foi Ele quem os dividiu. As divisões que existem hoje não representam grupos que Deus chamou para fora um do outro. Quando a Palavra de Deus fala de “igreja” ela não está pensando em nenhuma das muitas denominações ou organizações que existem no mundo hoje. Todas elas foram criadas por homens — não são “igrejas” no sentido bíblico da palavra.
Além disto, é bom enfatizarmos que “igreja” (mesmo no seu sentido normal) sempre indica um grupo de pessoas. É errado, biblicamente falando, chamar um prédio de “igreja”. A palavra “igreja” descreve um ajuntamento de pessoas, não o lugar onde elas se reúnem. É verdade que na língua portuguesa moderna “igreja” é sinônimo de “prédio religioso”. Mas já que existem outras palavras para descrever um prédio usado por uma igreja (“salão”, por exemplo), e já que a palavra “igreja” no NT nunca descreve um prédio, mas sempre um ajuntamento de pessoas, convém sermos mais cuidadosos ao nos referirmos a prédios e salões.
Pensando nos dois usos errados da palavra “igreja” que consideramos acima (e admitindo que são comuns e normais hoje em dia), devemos tomar cuidado para não sermos condenados junto com aqueles “que fazem culpado ao homem por uma palavra” (Is 29:21). Não precisamos (e não devemos) sair numa cruzada em combate ao uso errado da palavra “igreja”, pois estes usos errados já se tornaram comuns hoje em dia. Censurar alguém por chamar uma organização humana ou um prédio de “igreja” não trará muito proveito. Mas podemos (e devemos) ensinar o que é certo, e ter mais cuidado ao falarmos, usando a palavra “igreja” somente no seu sentido bíblico: nunca para descrever um prédio, nunca para descrever uma organização ou associação humana, mas sim para descrever o povo que Deus chamou para fora do mundo, o povo de propriedade exclusiva de Deus.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O que quer dizer “igreja”?


“Igreja” é a tradução de uma palavra grega (ekklesia) que ocorre 115 vezes no Novo Testamento, cujo significado básico é “assembléia”, “congregação”, ou “ajuntamento ou reunião de pessoas”. É derivada da preposição ek, “que indica origem (o ponto de onde uma ação ou movimento procede)”, e kaleo, que quer dizer “chamado, convocado” [veja Nota 1]. Significa, portanto, “chamados para fora”, ou “separados”; indica um grupo de pessoas que está reunida porque foi convocada, porque alguém os chamou para aquela reunião. Palavras sinônimas seriam “assembléia” ou “congregação”.
É semelhante à palavra grega sunagoge (“sinagoga”), que também indica uma assembléia ou ajuntamento de pessoas, porém, como diz Thayer, “ekklesia é uma palavra mais limitada … incluindo apenas aqueles que foram especialmente chamados a sair de uma companhia maior para algum propósito. Ekklesia normalmente indica um grupo mais selecionado do que sunagoge.”
É bom destacar, antes de mais nada, que esta palavra não tinha, nos tempos do NT, a menor conotação religiosa. Hoje nós imediatamente associamos “igreja” com religião, mas isto não é correto. Em At 7:38, por exemplo, Estevão afirma que Moisés esteve “entre a congregação [ekklesia] no deserto” — o povo de Israel, reunido no deserto, é chamado de “igreja”. Em At 19:32, 39 e 41, lemos de um agrupamento de pessoas em Éfeso, inimigos do Evangelho, que procuravam perseguir Paulo e seus companheiros. E o Espírito Santo chama aquele ajuntamento de pessoas de uma “igreja” (ou “assembléia” — no original, usa-se a mesma palavra grega ekklesia).
Na sua forma original, portanto, a palavra “igreja” simplesmente quer dizer “uma reunião de pessoas convocadas”. Não importa a finalidade, não importa a quantidade de pessoas, não importa o local onde reúnem-se; se há um grupo de pessoas reunidas, ali há uma “igreja” no sentido normal da palavra.

domingo, 4 de novembro de 2012

o que significa ministério na Bíblia?


A palavra ministério, na Bíblia, na maioria das vezes em que aparece, significa serviço. No Novo Testamento a palavra grega para ministério é“diakonia” e indica a prestação de algum tipo serviço ou trabalho. Como, por exemplo, nesse texto: “e, quanto a nós, nos consagraremos à oração e ao ministério [diakonia] da palavra.” (At 6. 4). Ou seja, eles se dedicariam ao trabalho, ao serviço da pregação da palavra de Deus.
Na Bíblia temos essa palavra aplicada aos vários serviços especiais designados por Deus aos seus servos. Por exemplo, vemos na Bíblia citados o ministério dos levitas, dos sacerdotes, dos profetas, dos apóstolos, etc. (2 Cr 6. 32; At 1. 25).
O ministério padrão para os outros ministérios é o de Jesus Cristo, que também teve seu ministério: “Ora, tinha Jesus cerca de trinta anos ao começar o seu ministério….” (Lc 3. 23)
Assim, quem tem um ministério é um trabalhador, um servo voltado a agradar a Deus com aquilo que faz, com seu serviço. Quem tem um ministério tem o seu foco no próximo, no servir da melhor forma possível com o dom que Deus lhe deu.
Hoje em dia, infelizmente,  muitos têm usado essa palavra para mostrar certo status por pertencer ao ministério “a” ou “b”, o que foge totalmente do ideal bíblico.
Aquele que tem um ministério é comumente chamado de ministro.

sábado, 3 de novembro de 2012

O que é juventude?


A juventude é uma pedra preciosa que, com o passar do tempo, pode ser largada no interior de uma rocha ou lapidada até revelar seu brilho a todos. Quantos jovens estão como pedras preciosas escondendo sua beleza, seu vigor,sua força e garra?
A Igreja Católica, nos últimos anos, tem envolvido a juventude, dando-lhe um novo ânimo focado na evangelização, no qual o jovem é chamado por Deus não para viver os prazeres, mas os desafios de uma sociedade conturbada pela exposição corporal e a imposição da mídia consumista marcados pelo capitalismo e o sensacionalismo a todo o momento.
Aprendemos, na Igreja, que o maior ensinamento no meio jovem deve ser feito pelo bom exemplo, seja com nossos parentes, amigos ou colegas. Onde estivermos e com quem estivermos, não podemos ter vergonha de acreditar e proclamar as graças de Deus em nossa vida. Os desafios travados pelos jovens que busca o Senhor é rejeitar o sexo fora e antes do casamento, fugir das diversões desregradas, das bebidas alcoólicas.
“Quantos jovens estão como pedras preciosas escondendo sua beleza, seu vigor,sua força e garra?”
A solução é manter os olhos fixos em Deus e buscar combater tudo com Seu exemplo. A felicidade do jovem não está em ter muitos bens passageiros, mas no amor do Pai que é incondicional e permanente. Esse amor transborda de tal forma que atinge e contagia aqueles que estão à nossa volta!
A juventude brasileira católica passa por um momento sublime, no qual nos preparamos para a Jornada Mundial da Juventude Rio 2013; e a Cruz peregrina e o ícone de Nossa Senhora resultam em uma verdadeira festa por cada diocese e paróquia que passa. Num ato de comunhão, podemos sentir o sopro de um tempo novo de avivamento, no qual quem participa ou participará poderá sentir, no coração dos jovens de todo o mundo, uma única língua sendo falada: a do amor. Por esse amor somos impulsionados a resgatar vidas sempre e evangelizar para o Senhor e por Ele.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O que é Vocação Sacerdotal?


 Desde o Antigo Testamento, Deus nunca deixou de providenciar líderes a seu povo, revestindo-os com Sua força e constituindo alguns como Sacerdotes. Assim aconteceu com Aarão e seus filhos.
           Esse sacerdócio era uma prefiguração do Sacerdócio definitivo na Nova Aliança realizada no Sangue de Cristo. Nela, Jesus é o Único e Eterno Sacerdote que se oferece ao Pai de uma vez por todas pela salvação. Cristo escolhe bondosamente homens que tomem parte no Seu Sacerdócio. Os primeiros escolhidos foram os Doze Apóstolos que pela imposição das mãos, comunicaram esse sublime mistério a seus sucessores, de modo que a mesma graça concedida a eles continuasse sempre presente na Igreja.
            “O Sacerdote é considerado o homem de Deus. É um ser Humano que emprega a vida para dar culto a Deus, buscar a Deus, estudar Deus, conversar com Deus, falar em Deus, sentir Deus. É o homem religioso; é o homem sagrado. É o intermediário entre Deus e os homens; é a ponte: representa Deus aos olhos dos homens e os homens aos olhos de Deus” (Paulo VI).
            O Sacerdote é a presença viva de Cristo na Igreja. Ele age “na presença de Cristo”, ou seja, através dele, Cristo continua a santificar, governar e ensinar seus fiéis a se entregar ao Pai, tomando presente no “hoje” da história seu Sacrifício Redentor.
            Mesmo revestido de tão Grande dignidade, o Sacerdote é uma pessoa humana como as outras, sujeito a falhas e imperfeições. Aí se percebe que o Sacerdócio não é merecimento de ninguém, mas piro Dom definitivo. Manifesta-se assim a grandiosidade do poder de Deus, pois todo o bem realizado pelo sacerdote não vem dele próprio, e sim do Senhor.
            O sacerdócio é, pois, dom e mistério, como nos dizia o Papa João Paulo II. Dom imerecido por quem quer que seja devido ao mistério que o envolve: um simples homem ser o representante de Deus Altíssimo e agir com Sua autoridade, a ponto de Cristo declarar. “Quem vos recebe, a mim recebe” (Mt 10,40).
            Como chamou os Apóstolos, Jesus continuou a chamar outros durante toda a história da Igreja para que fossem “pescadores de Homens” (cf. Mc 1,17) e ainda na atualidade não Se cansa de dirigir Seu suave, e ao mesmo tempo, forte convite: “Vem e segue-me”. Ele chama aqueles que Ele quer (cf. Mc 3,13). Mas dos que chama espera sempre uma resposta. Muitos dizem sim como Maria, os primeiros discípulos, os Santos; outros, infelizmente, obstinam-se em se negar ao Serviço do Senhor.      
            Amigo leitor, quem sabe esteja querendo algum membro de sua família, um amigo seu, ou até você mesmo entre as fileiras dos ministros de Cristo... É uma grande missão. Contudo, o que importa é confiar em Deus e fazer como os primeiros Apóstolos que “... imediatamente deixando as redes, o seguiram” (Mc 1,18).



 

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O que é Vocação Religiosa?


A Vocação Religiosa é um dom para a Igreja e um sinal para o mundo. Os religiosos são consagrados a Deus para servi-lo e para servir os irmãos e irmãs. Este serviço se dá através de um jeito próprio, ou seja, de acordo com o Carisma de cada Congregação religiosa e de cada membro da mesma como um dom, como um modo próprio de ser e agir. Esse dom dado pelo Espírito torna a pessoa apta a realizar determinada missão.

O jovem vocacionado ingressa em uma família religiosa conforme o carisma pessoal e de acordo com o Carisma da Instituição que ele escolhe para uma missão específica.

Os Religiosos são homens e mulheres que ouviram um dia o chamado de Deus para colocarem suas vidas a serviço, em total entrega a Deus e aos irmãos e irmãs. São chamados a deixarem tudo: casa, família, propriedade, bens, e livremente ingressam numa Congregação ou Ordem religiosa. Professam os Votos de pobreza, castidade e obediência.

Pobreza aqui quer ter o significado de capacidade de desprendimento de si mesmo, não ter nada de próprio, para que, livre dos bens materiais, na liberdade interior, possa ter Deus como o Tudo, único bem, o Absoluto de sua vida.

Castidade é, além da renúncia livre do matrimônio, ser capaz de ofertar seu coração e todo o seu ser a Deus, numa abertura de amor mais ampla, livre, um amor oblativo, a Deus e nele, a todas as pessoas, numa entrega amorosa na missão que assume como projeto de Deus para sua vida.

Obediência: Busca constante da vontade de Deus, para melhor servir. A obediência a Deus passa por mediações: A Igreja, a Congregação religiosa na pessoa dos superiores e à fraternidade.

Ela se dá através de um íntimo relacionamento com Deus, na abertura e confronto aberto, maduro e sincero entre os membros.

A Origem da Vida Consagrada

O Fundamento da Vida Consagrada é Jesus Cristo. Ele que sendo de condição divina não quis viver segundo a glória que tinha, mas se esvaziou, veio a este mundo, tornando-se um de nós, e em atitude de humildade se entregou até à morte e morte de Cruz (cf fil 2, 1-11s). É Ele próprio quem faz apelo para o seu seguimento: “Jesus subiu ao monte e chamou os que Ele quis escolher e foram até Ele” ( Mc3,13); Constituiu o grupo dos doze para que ficassem com Ele... e os enviou a pregar, com poder de expulsar os demônios e realizar a mesma missão que Ele realizava.

Além do apelo aos discípulos e aos doze, lança convite ao jovem rico, e como condição da vida em perfeição manda deixar tudo, vender os bens e dar aos pobres, isso seriam as condições para o seguimento. E Fala de alguns que renunciam à vida conjugal e abraçam o celibato por causa do Reino de Deus (Mt 19, 12 a 21).

Também São Paulo Apóstolo fala que escolheu viver sem casar para facilitar a missão (1cor 7, 7).

Nos primeiros tempos do Cristianismo temos o testemunho de homens e mulheres que viviam sem casa em vida de oração e serviço a Deus e aos pobres, bem como o testemunho dos mártires e das virgens que escolhiam morrer preservando a virgindade.

A Vida Religiosa surge como sua primeira forma, no séc III e IV com os Monges do Deserto que buscam viver em oração,silêncio, penitência, jejum e trabalho (Santo Antão, São Basílio, São Pacômio), Mais tarde, São Jerônimo, Santo Agostinho, São Bento. No Séc.XII e XIII São Francisco de Assis e São Domingos, chamadas Ordem dos Mendicantes e a Ordem Feminina, com Santa Clara de Assis.

Assim a Vida Consagrada se expandiu sempre mais através das Congregações Religiosas de Vida contemplativa e ativa. Hoje a ela é chamada a viver sempre mais comprometida com o profetismo, no anúncio, na denúncia, na renuncia e no testemunho, assumindo a fidelidade dinâmica e criativa que lhe é própria, vivendo a radicalidade do batismo, dentro dela mesma, na Igreja, na sociedade através de sua opção preferencial, audaciosa e atualizada pelos empobrecidos e excluídos da sociedade,vivendo a missão de Jesus, sendo sinal para o mundo, anunciando o Reino de Deus. Por sua natureza ela é profética e sempre é chamada a radicalizar seu jeito de viver e anunciar o Evangelho com seu próprio jeito de ser.

É Jesus a sua força, seu sustento, seu alento, sua luz; por isso o Consagrado busca na palavra de Deus, na oração contínua e na Eucaristia o vigor e as graças necessárias para continuar servindo a Deus e aos irmãos e irmãs com alegria, coragem e esperança.